tarefa - roteiro do real
Cena 1 – Estacionamento
Noite. Um estacionamento meio vazio. O mandante da quadrilha
e os comparsas conversam e planejam o sequestro do rei.
01:
(Falando ao walkie-talkie)
"Estamos na posição, no final do estacionamento. Avistamos o carro real."
Mandante:
(Respondendo com determinação)
"Entendido, 01. Prossegue para o ‘resgate’. Estamos sem margem para
erro."
01 revisa o mapa rapidamente e joga no banco ao lado,
guarda o walkie-talkie no bolso e sai do carro com seus comparsas, com um olhar
atento. Sons de motores ao fundo sugerem que a missão está em andamento.
Cena 2 – Reunião Tensa
Anoitecer. Um escritório, com mesas cheias de papéis e laptops abertos.
Um quadro branco ao fundo com anotações e gráficos. Relatórios espalhados sobre
a mesa principal, um projetor e canecas de café. Um debate intenso sobre as
ações e estratégias da operação policial sobre o caso está acontecendo. Pessoas
correendo estressadas segurando pastas de arquivos.
Agente A:
(em tom de dúvida, jogando um papel sobre a mesa)
"Pessoal, isso aqui para mim perdeu a finalidade. Não sei mais... Agradeço
a quem realmente tentou honrar o nome das nossas Forças Especiais, mas estamos perdidos."
Coordenadora:
"Calma aí! Ainda tem coisas para acontecer. Precisamos esclarecer isso no
relatório final com os adendos acolhidos pela delegada."
Agente A:
(olhando para a projeção na parede, hesitante)
"Coisa boa ou coisa horrível?"
Agente B:
(desafiador e irritado, encarando o Agente A)
"Agente A, ou você toma uma decisão ou pede para sair! Você quer ser visto
na história como o covarde traidor da pátria? Não tem outra leitura nesse caso,
meu colega."
(Os agentes se encaram em um silêncio tenso enquanto a
Coordenadora respira fundo e tira o cabelo da frente de seus olhos, claramente
sob pressão.)
Cena 3 – A Revelação
Um tribunal com jornalistas ao fundo e flashes de câmeras
iluminando a cena. Tarde.
Microfones, uma mesa com documentos organizados e um telão projetando imagens
de provas.
Porta-voz:
(em tom firme, apontando para as imagens no telão)
"...Eles foram lá e descobriram isso. Temos tudo já comprovado:
fotografias, documentos, tudo registrado em cartório."
Jornalista 1:
"E quanto ao relatório final? Por que há divergências entre os
envolvidos?"
Porta-voz:
"Talvez seja bom eles saberem que nem todos concordaram com o relatório
final. Sobre o tema, venho esclarecer que nunca tive contato pessoal com o
mandante da quadrilha. Aqui está a apresentação das provas e depoimentos. O
príncipe era cúmplice e deu a ordem para sequestrar o próprio pai, nosso rei,
não só para se apossar do trono, mas também em colaboração com nossos vizinhos inimigos."
O telão exibe imagens das reuniões secretas no palácio e
do príncipe cochichando com suspeitos. O Porta-voz sai da mesa e caminha rumo a
porta da frente, fazendo o murmúrio dos jornalistas enfileirados nas cadeiras aumentar.
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