Plínio Marcos
As obras completas de Plinio Marcos (1935-1999) foram lançadas pelas Edições Funarte.
Segundo o material de divulgação, "O Volume 1, Atrás desses muros, reúne as peças cujas personagens encontram-se na prisão. O segundo livro, Noites sujas, mostra personagens sem ocupação ou subempregados, no limite da sobrevivência nas grandes cidades. O Volume 3, Pomba roxa, reúne as peças que giram em torno da figura da prostituta. A quarta publicação, Religiosidade subversiva, traz as peças que o próprio autor reuniu num livro, com esse tema e com o mesmo título – e mais o texto O homem do caminho. O Volume 5, No reino da banalidade, reúne textos em que se destaca a descrição dos “hábitos pequeno-burgueses” – crítica, cômica ou tragicômica. Já o sexto título, Roda de samba/Roda dos bichos, apresenta o teatro musical e também a obra infantil de Plínio Marcos".
ou:
"Volume 1 – Atrás desses muros
O livro reúne dramaturgia de Plínio Marcos cujas personagens encontram-se na prisão — notadamente, Barrela, o primeiro texto teatral de Plínio Marcos, cuja primeira versão é de 1958; A Mancha roxa, escrita 30 anos depois; e Oração para um pé de chinelo, de 1969, ano em que, “a despeito de proibidas, as peças de Plínio balizavam todo o teatro brasileiro: críticos, público universitário ou não, e ainda o surgimento da chamada ‘nova dramaturgia’” (de Atrás desses muros – Alcir Pécora).
Volume 2 – Noites sujas
O segundo título traz textos cujo núcleo está em personagens e situações “características do grupo social usualmente chamado de lumpesinato ou de subproletariado”, pessoas sem ocupação ou com ocupação precária, que lidam, no limite da sobrevivência, com o dia a dia das grandes cidades. “No caso do teatro de Plínio Marcos, esse grupo é especialmente importante e variado, incluindo estivadores, chapas do mercado, mendigos, catadores de papel, pequenos golpistas, bêbados, drogados, etc.” (de Noites sujas, do organizador). Estão nesse livro a famosa obra Dois perdidos numa noite suja (1966), Quando as máquinas param (1967); e Jornada de um imbecil até o entendimento e Homens de papel, ambas de 1968.
Volume 3– Pomba roxa
O terceiro livro agrupa as peças cujo centro gira em torno da figura da prostituta, retratada em seus vários ambientes – principalmente o quarto de pensão, o bordel, as ruas e o cabaré –, e das situações a que esse tipo de personagem é associado: “as agruras do ofício, com suas doenças, vícios, espancamentos; as contradições entre a exploração comercial e o amor do cafetão; as taras e carências dos clientes; a constância do suicídio; o precário glamour; a esperança de deixar a prostituição; as dificuldades da gravidez e os sacrifícios para criar filhos; a decadência física etc.”. Fazem parte desse volume duas das peças mais bem-sucedidas de Plínio Marcos: Navalha na carne (1967), cuja protagonista, a meretriz Neusa Sueli, “é provavelmente a personagem mais célebre de toda a sua dramaturgia” – diz Alcir Pécora –; e O Abajur lilás (1969); além de Querô, uma reportagem maldita (1979).
Volume 4 – Religiosidade subversiva
A quarta obra agrega os três textos que o próprio autor reuniu sob o mesmo título, num livro que lançou em 1986, a saber: Jesus‑Homem (1978); Madame Blavatsky (1985); e Balada de um palhaço (1986). O organizador acrescentou ainda O homem do caminho (versão final de 1996).
Volume 5 – No reino da banalidade
Na dramaturgia desse volume “ocorre uma inversão da dominante esotérica ou pseudofilosófica” em Plínio Marcos, se direciona para a descrição dos “hábitos pequeno-burgueses” – crítica, cômica ou tragicômica. O livro inclui nove trabalhos, entre peças completas. São elas: Signo da discoteque (1979), O assassinato do anão do caralho grande (1995), O bote da loba (1997) e A dança final (última versão de 1998); além de textos curtos, “esquetes que repassam acontecimentos ou contingências da vida política brasileira”: Verde que te quero verde (1968); Ai, que saudade da saúva (1978); No que vai dar isso (1994); Leitura capilar (1995); e Nhe-nhe-nhem ou Índio não quer apito, (do mesmo ano).
Volume 6 – Roda de samba/Roda dos bichos
O sexto e último livro reúne três musicais: Balbina de Iansã (1970); Feira livre (1976); O Poeta da vila e seus amores (1977); e também o teatro infantil de Plínio, com mais três peças: As aventuras do coelho Gabriel (1965); História dos bichos brasileiros: O coelho e a onça (também intitulada Onça que espirra não come carne), de 1988; e Assembleia dos ratos (1989). Alcir Pécora explica que o título duplo do volume “busca identificar as duas linhas de força”, o teatro musical e o infantil, sem misturá-las, mas propondo alguma relação entre elas, “contemplada na noção comum de ‘roda’… como ciranda, em que se formam grupos que brincam, dançam e cantam…”, comenta o crítico.
LInk: https://sistema.funarte.gov.br/noticias-antigas/?p=104031#:~:text=Nos%20seis%20volumes%20de%20Pl%C3%ADnio,(Unicamp)%2C%20Alcir%20P%C3%A9cora.
O livro reúne dramaturgia de Plínio Marcos cujas personagens encontram-se na prisão — notadamente, Barrela, o primeiro texto teatral de Plínio Marcos, cuja primeira versão é de 1958; A Mancha roxa, escrita 30 anos depois; e Oração para um pé de chinelo, de 1969, ano em que, “a despeito de proibidas, as peças de Plínio balizavam todo o teatro brasileiro: críticos, público universitário ou não, e ainda o surgimento da chamada ‘nova dramaturgia’” (de Atrás desses muros – Alcir Pécora).
Volume 2 – Noites sujas
O segundo título traz textos cujo núcleo está em personagens e situações “características do grupo social usualmente chamado de lumpesinato ou de subproletariado”, pessoas sem ocupação ou com ocupação precária, que lidam, no limite da sobrevivência, com o dia a dia das grandes cidades. “No caso do teatro de Plínio Marcos, esse grupo é especialmente importante e variado, incluindo estivadores, chapas do mercado, mendigos, catadores de papel, pequenos golpistas, bêbados, drogados, etc.” (de Noites sujas, do organizador). Estão nesse livro a famosa obra Dois perdidos numa noite suja (1966), Quando as máquinas param (1967); e Jornada de um imbecil até o entendimento e Homens de papel, ambas de 1968.
Volume 3– Pomba roxa
O terceiro livro agrupa as peças cujo centro gira em torno da figura da prostituta, retratada em seus vários ambientes – principalmente o quarto de pensão, o bordel, as ruas e o cabaré –, e das situações a que esse tipo de personagem é associado: “as agruras do ofício, com suas doenças, vícios, espancamentos; as contradições entre a exploração comercial e o amor do cafetão; as taras e carências dos clientes; a constância do suicídio; o precário glamour; a esperança de deixar a prostituição; as dificuldades da gravidez e os sacrifícios para criar filhos; a decadência física etc.”. Fazem parte desse volume duas das peças mais bem-sucedidas de Plínio Marcos: Navalha na carne (1967), cuja protagonista, a meretriz Neusa Sueli, “é provavelmente a personagem mais célebre de toda a sua dramaturgia” – diz Alcir Pécora –; e O Abajur lilás (1969); além de Querô, uma reportagem maldita (1979).
Volume 4 – Religiosidade subversiva
A quarta obra agrega os três textos que o próprio autor reuniu sob o mesmo título, num livro que lançou em 1986, a saber: Jesus‑Homem (1978); Madame Blavatsky (1985); e Balada de um palhaço (1986). O organizador acrescentou ainda O homem do caminho (versão final de 1996).
Volume 5 – No reino da banalidade
Na dramaturgia desse volume “ocorre uma inversão da dominante esotérica ou pseudofilosófica” em Plínio Marcos, se direciona para a descrição dos “hábitos pequeno-burgueses” – crítica, cômica ou tragicômica. O livro inclui nove trabalhos, entre peças completas. São elas: Signo da discoteque (1979), O assassinato do anão do caralho grande (1995), O bote da loba (1997) e A dança final (última versão de 1998); além de textos curtos, “esquetes que repassam acontecimentos ou contingências da vida política brasileira”: Verde que te quero verde (1968); Ai, que saudade da saúva (1978); No que vai dar isso (1994); Leitura capilar (1995); e Nhe-nhe-nhem ou Índio não quer apito, (do mesmo ano).
Volume 6 – Roda de samba/Roda dos bichos
O sexto e último livro reúne três musicais: Balbina de Iansã (1970); Feira livre (1976); O Poeta da vila e seus amores (1977); e também o teatro infantil de Plínio, com mais três peças: As aventuras do coelho Gabriel (1965); História dos bichos brasileiros: O coelho e a onça (também intitulada Onça que espirra não come carne), de 1988; e Assembleia dos ratos (1989). Alcir Pécora explica que o título duplo do volume “busca identificar as duas linhas de força”, o teatro musical e o infantil, sem misturá-las, mas propondo alguma relação entre elas, “contemplada na noção comum de ‘roda’… como ciranda, em que se formam grupos que brincam, dançam e cantam…”, comenta o crítico.
LInk: https://sistema.funarte.gov.br/noticias-antigas/?p=104031#:~:text=Nos%20seis%20volumes%20de%20Pl%C3%ADnio,(Unicamp)%2C%20Alcir%20P%C3%A9cora.
Para os textos, v. https://portaltainacan.funarte.gov.br/
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