Quarto encontro – 23/10/24

 Hist. & Lit. – Aula 04 – 23/10/24


  • Livros e referências;
    • Google Acadêmico; 
    • Perseus;
    • Bibliografia primária e secundária; 
      • Primária é o autor que se vai estudar, pesquisa-se as obras dele a partir de boas edições com traduções decentes;
      • Traduções ruins causam problemas;
      • Tradução lisa é quando não se sabe se é uma parte cantada, falada, etc;
      • Bárbara Heliodora e Beatriz Vielle, são duas grandes tradutoras;
      • Secundária é o que foi escrito sobre o autor; 
    • Textos de tragédias gregas são muito marcados em várias sessões, pode-se cometer o erro de ler como obra uma literária, mas é um roteiro que era dançado, cantado, etc; 
    • Marcas performativas são inscrições no texto que indicam a mudança do acontecimento cênico, tal qual “aqui é uma cena dançada, aqui cantada e falada”, etc; 
    • Para ler tragédia grega, necessita de uma tradução que leve em conta as marcas performativa, precisa de um contexto de produção da época, e compreender a musicalidade que tem nas tragédias;
    • Quando chega uma tragédia reduzida a uma atitude verbal, reduz-se a uma história; 
    • O tradutor deve negociar entre um texto-origem e o seu leitor; 
    • Introdução à Dramaturgia Ateniense; 
      • O teatro grego não inventou o teatro, já existia em diversos outros lugares que não tinham nada a ver um país com o outro; 
      • Os gregos inventaram as organizações de competições de teatro; 
      • Atenas começou a subir economicamente, e todo mundo que foi conquistado trazia tributos de guerra anualmente, e por isso eles recebiam um festival; 
      • Se escrevia trilogias por meio de drama satírico, que foi perdido, porque era muita improvisação e sobrou pouco texto; 
      • Apresentava-se um programa, cada peça durava 1h30-2h, o drama satírico era 50min, começava à tarde e ia até de noite;
      • Era um evento competitivo, estético-político-religioso; 
      • O espaço era uma estrutura móvel provisória de madeira, circundava o lugar das apresentações, uma área central de atuação chamada ‘orquestra’; 
        • Orquestra significa “local onde se dança”;
        • Uma semi-arena ao ar livre, por isso o evento acontecia em fevereiro, quando os mares estavam navegáveis;
        • Geralmente, o cenário era a parte de frente de um palácio, chamava skene; 
        • Existiam personagens que se via, e outros que só se ouviam, dissociando o som da imagem; 
        • Equivalente à coxia; 
      • O mais importante de um espetáculo na época era o coro; 
      • O texto do coro era mais difícil; 
      • O evento acontecia num espaço limitado, com um coro, poucos atores, e precisava ser atrativo para as pessoas; 
      • O problema do grego era ser original com uma história que todos já conheciam, pois eram as mesmas histórias, os mitos, só que mudados;
      • A primeira sessão de uma peça pode ser o prólogo, com os personagens que não são coro, é uma sessão falada sem canto nem dança, mas, também pode-se começar pelo párodo, a entrada do coro; 
      • Nos episódios só tem fala, sem coro nem dança, nos estásimos só tem coro e dança, sem falas;
      • Se organiza numa alternância entre episódios, que traz o presente das cenas faladas, passa aos estásimos, volta ao episódio…; 
      • Caráter híbrido da tragédia, alternância entre eventos narrativos, cênicos narrativos, e cenas livres de canto e dança; 
      • Ordens diferentes de se explorar as referências; 
      • Terceiro tipo de cena, contracenações mistas, momentos com dois personagens falando e um coro cantando, mas, eles não se comunicam; 
    • Sete Contra Tebas, de Ésquilo; 
      • Escrito em versos, para controlar a performance;
      • Começa com o prólogo; 
      • O párodo começa com o coro de mulheres correndo e cantando; 
      • Depois que o coro entra a peça realmente começa, e então chegam os episódios, hoje conhecido como cena; 
      • Aí passa para os estásimos, o momento onde interrompe o episódio e o coro surge, canta e dança alguma coisa, é um número isolado, com volta ao passado, ao futuro, são momentos de liberdade temporal, espacial, imaginativo; 
      • Peça sobre um personagem que nunca canta;
Tarefa: ler Sete Contra Tebas, e escrever um comentário a partir da aula de hoje, sobre como entender as marcas performativas num texto muda a leitura, o que se muda na percepção; 


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